Professora: Beatriz Falivene
“Aprendam a amar a arte em vocês mesmos, e não vocês mesmos na arte” Constantin Stanislavski (Ator, diretor e teatrólogo Russo)
Seria uma tarefa simples colocar aqui um pouco da história do Teatro, dizer que surgiu na Grécia com os rituais em agradecimento ao deus Dionísio, ou com A Poética de Aristóteles ou talvez dizer ainda que muito antes disso o Oriente já fazia Teatro. Melhor do que tentar dar um início a essa arte que hoje se mistura com as artes plásticas, a música e a dança e que é quase impossível se definir, o melhor é sentir o que o teatro tem a oferecer. Quando se está em cena, depois de muitos ensaios e treinos, o seu corpo se torna outro corpo, sua voz já não é a sua, o seu pensamento não te pertence, mas você sabe exatamente para onde cada parte do seu corpo aponta, você premedita cada palavra dita e você julga cada pensamento que a personagem tem. Tudo isso misturado com o coração disparado, a respiração ofegante controlada, um misto de cores e sons que não significam muito. É como se ficássemos surdos, mudos, cegos e insensíveis para tudo que acontece fora da caixa cênica. No entanto ao mesmo tempo é como se esses quatro sentidos ficassem extremamente aguçados, mas o tempo entre o sentir e o pensar passa a ser (ou pelo menos parece ser) imenso. Parece uma ausência-presença, onde ao mesmo tempo você está ausente do mundo externo, você se encontra extremamente presente na cena. Fazer Teatro é entender as relações, sentimentos e sensações do homem (e os nossos), e mais importante que isso é saber expressa-los da maneira que queremos.
Por que fazer Teatro?
O Teatro trabalha criatividade, atenção, relação com o espaço, relação com o outro e autopercepção (vocal e corporal). Aliado ao trabalho da dança o teatro entra como uma ferramenta para se perceber na coreografia não apenas como um corpo realizando movimentos, mas como esses movimentos influenciam no espaço, em quem o realiza e no público.
Quem pode fazer?
Todos podem fazer Teatro, desde que estejam abertos para aprender uma nova linguagem!
“Eu não quero realismo...Vou dizer o que eu quero. Magia! É, sim, magia! É isso que eu tento dar pras pessoas. Eu transfiguro as coisas. Eu não digo a verdade. Eu digo o que deveria ser a verdade. E, se isso é pecado, que eu seja maldita por isso!” (Blanche DuBois, Um Bonde Chamado Desejo)